HARRY POTTER WORLD
FanFic


Fan Fic

Uma das melhores FanFics que eu já li! Lê! Vais achar o máximo! Esta FanFic foi escrita por Zita-Frita uma rapariga muito fixe!
A DIRECTORA
KIKOKAS

CAPITULO UM

Já passava um mês que Harry estava novamente a passar férias com os antipáticos tios e primo Ddursleys. Naquele dia porém estava ansioso com a chegada de Ron, que mais uma vez vinha buscá-lo para passar o resto dos dias antes das aulas começarem. Aqueles sim eram dias maravilhosos...
Já estava um pouco atrasado, o que para os tios era um desaforo e uma falta de educação os Weasley não serem pontuais.
A campainha tocou e Harry soube que finalmente se iria ver livre daquela vidinha tensa que usualmente respirava naquela casa.
O tio torceu os bigodes, fungou e foi abrir a porta.
- Boa noite!- era a voz de Ron.- Desculpe o atraso senhor...
- É sempre a mesma coisa!- respondeu o tio com ar antipático.- Vá lá Harry estás á espera do quê?
- 0.k estou a ir tio vou só buscar a minha coruja.
Em segundos Harry viu-se no autocarro cavaleiro em direcção á "Toca". Ron e os gémeos tinham tido problemas com o carro do pai e tinham sido obrigados a viajar de autocarro.
Chegaram já noite escura. E o resto da família dormia a sono solto.
- A mãe está a pensar que só vens amanhã. Telefonamos a informar da avaria e dissemos que talvez não desse para te ir buscar hoje. Então o meu pai aconselhou-nos que seria melhor irmos pela manhã. Mas quando me lembrei daqueles teus tios , disse para Fred e George que teria que ser hoje mesmo!- acrescentou com um sorriso.
- Ainda bem que te lembraste disso. Já não suportava mais um dia naquela casa.
- Bom então vamos dormir. Os meus pais amanhã de manhã vão ficar surpreendidos.
- Acredito...
Quando chegaram ao 1º andar Harry depositou as bagagens no chão.
- Podes ir para o teu quarto do costume a mãe já deve ter posto tudo em ordem. Aliás és como um filho para ela. Esse quarto fica sempre 5 estrelas , dias antes de tu chegares.

Era verdade , já ia no 6º ano que ali passava férias e era tratado como se fosse um membro daquela família desde o início e até considerado como tal. Sorriu ao lembrar-se das coisas boas que ali tinha vivido.
Abriu a porta do quarto e acendeu o candeeiro que estava á entrada. E ia levando um susto. E reprimiu um grito. Alguém dormia na sua cama. Uma jovem. Só então reparou que era Ginny.
Escancarou os olhos surpreso.
Os cabelos ruivos compridos estavam espalhados pela almofada, o rosto estava sereno. Ela vestia uma minúscula camisa de noite e Harry ficou perturbado com as suas pernas esbeltas e bem torneadas. Ela tinha-se tornado uma linda mulher e ele não tinha enxergado isso , por detrás das roupas e uniformes da escola. Aliás ele tinha-a ignorado todos estes anos. Principalmente porque não queria más impressões com os Weasley, já que Ginny tinha uma "quedinha" por ele. Que no principio foi para Harry bastante embaraçante.
Engoliu em seco e nervoso saiu dali. Entrando de rompante pelo quarto de Ron a dentro, sem sequer bater.
- Ei o que se passa?- perguntou Ron.
- A ...a ...tua irmã está a dormir no meu quarto!- gaguejou.
- O quê?! isso deve ter alguma explicação!- disse Ron coçando a cabeça.- Olha podes dormir aqui mesmo no meu quarto. Tenho aqui um saco cama guardado e serve pelo menos para esta noite. Dorme tu na cama.
- Não senhor quem dorme no saco cama sou eu!
- Mas...
- Eu fico bem acredita...

diary

CAPITULO DOIS

O dia amanheceu cheio de sol...
Assim que desceram, e tal como se esperava, os pais de Ron ficaram surpreendidos por Harry já lá estar. Antes mesmo de se explicarem a Srª Weasley abraçou Harry feliz e depositou-lhe um beijo na face, que o deixou embaraçado.
Depois o rosto da senhora tornou-se mais sério e levando a mão á testa ,parecia ter-se lembrado de algo:
- Ai Meu Deus!!! A...a Ginny estava a dormir no...
- Mãe ele dormiu no meu quarto...no saco cama.- explicou Ron observando o rosto da sua mãe ficar mais aliviado .
- O pai comprou-lhe uma cama nova e ia buscá-la hoje antes de ir buscar o Harry. Como andei a pintar o quarto dela e ainda não tinha vindo a cama, pensei que seria óptimo Ginny dormir no outro.
A porta da cozinha rangeu, quando uma rapariga de cabelos cor de fogo apareceu esfregando os olhos. Estava ainda em camisa de noite e parecia muito ensonada.
- Mãe! Que faz aquela mala no meu quarto ao pé...?- Ginny nem acabou o que ia a dizer e corou muito quando viu Harry.
- Como estás Ginny?- ele perguntou com simpatia, ao mesmo tempo que se sentia um idiota pasmado com a sensualidade dela naquela reduzida peça de vestuário.
- Estou bem...vou-me vestir.- respondeu atrapalhada , dando-se conta de como estava vestida. Apatetada tentou tapar-se e desatou a correr escada acima.
- Tem cuidado Ginny! Um dia esqueces-te e apareces em lingerie ao pé do Harry!- gritou Fred.- Acho que ele vai adorar!
Os irmãos caíram na gargalhada. Sendo repreendidos pela mãe logo de seguida.
- A minha irmã continua caída por ti Harry. Não sei o que fazes, mas fica tão desorientada quando te vê que só faz é disparates.- Gracejou Ron.
- Não sejas tolo!- ralhou Harry começando a sentir-se também embaraçado.

Hermione chegou uma hora depois de terem tomado o pequeno-almoço.
Harry achou piada quando ela ficou enrubesceu ao beijar Ron na face. Hermione e Ron começavam a ter uma certa dificuldade com o que sentiam um pelo outro. Aliás desde o primeiro ano em Hogwarts , que os dois faziam cenas de ciúmes um ao outro, embora arranjassem sempre uma desculpa para justificar tais actos. O que para Harry era muito divertido. Há seis anos que estas guerrinhas de amor duravam. E ele não via a hora deles assumirem de uma vez o que sentiam.
Ginny desceu também naquela altura. Parecia mais descontraída . Tinha o cabelo apanhado num rabo de cavalo. Trajava calças de ganga e ténis e um top que lhe expunha o umbigo e a cintura bem torneada.
Harry desviou os olhos , perturbado com aquela visão. "Mas o que se está a passar comigo?" Pensou. "Estou apaixonado pela Cho e Ginny é irmã do meu melhor amigo. Mas porque razão estou a ficar tão inquieto?".
- Estás linda Ginny!- disse Hermione , que a cada ano que passava tinha ficado mais próxima da irmã de Ron.
- Também tu.- Respondeu Ginny, observou a amiga que trazia uma roupa quase idêntica á dela.
Elas tinham-se tornado duas mulheres muito bonitas. Concluiu Harry depois de retribuir o cumprimento da amiga.
- Então estás pronto para acampar connosco amanhã?- perguntou ela com um sorriso.
- Claro. O Ron já me pôs ao corrente de tudo. Vai ser divertido nós dois e toda a família Weasley.

O resto da manhã foi passado a porem as conversas em dia e antes do almoço divertiram-se a apanhar os duendes do quintal.
Após a refeição e como estava muito calor , sentaram-se debaixo de um salgueiro a jogar ás cartas. é claro que Fred e George participaram também. E não perderam tempo em fazer batota entre vários truques bizarros de magia explosiva que deixaram a mãe furiosa, quando destruíram um canteiro de flores exóticas que ela tanto estimava. É claro que depois do feitiço de inversão tudo voltou a estar como estava antes. Mas como castigo e achando que os gémeos tinham abusado da sua paciência. Ela obrigou-os forçosamente e sem qualquer truque de magia , a descascar 15 kg de batatas e só poderiam abalar da cozinha quando tudo estivesse pronto. Embora contrariados Fred e George deitaram mãos ao trabalho.
Ginny e Hermione andavam mais amigas do que nunca. Sempre aos segredos uma com a outra. O que estava a deixar Ron e Harry muito chateados, por estarem a ser postos de parte.
- O que andarão elas a tramar?- disseram.
Percebendo a reacção dos rapazes , a Srª Weasley sorriu e exclamou:
- Não procurem percebê-las, pois vão dar cabo da cabeça...tem a ver com o crescimento hormonal das mulheres...daqui a um tempo irão perceber melhor.- concluiu piscando-lhe o olho.
- Pois e enquanto isso...- disse Ron pondo a língua de fora.
- Não se preocupem. As mulheres ás vezes precisam de falar umas com as outras, precisam de espaço...entendem?
- Como assim?- Ron estava cada vez mais intrigado.
- Acho que a tua mãe tem razão. Nós ás vezes também precisamos falar sem elas ouvirem.
- Exactamente Harry.- sorriu misteriosamente.- E isso não quer dizer que elas os estejam a pôr de parte. Ás vezes quer dizer exactamente o contrário.- olhou-os divertida e começou a estender a roupa.- E que tal subirem para arranjar as coisas para amanhã?
- Sim...- responderam os dois ao mesmo tempo com ar abobalhado.
Ao fim da tarde Harry soltou a sua coruja, para ela voar um pouco em liberdade. Mas passado um tempo constatou que ela demorava em voltar. Saiu para o quintal , para ver se a avistava. Começava a ficar preocupado, quando viu Ginny debruçada sobre o muro a acariciar a sua coruja. E enquanto o fazia Hedwing fechava os olhitos deliciada. Por momentos Harry teve ciúmes da sua coruja. "Mas o que se passa comigo? Estou a ficar louco com certeza". Pensou. "Eu gosto da Cho e Ginny não passa de uma amiga."
Harry pigarreou e Ginny voltou-se embaraçada.
- Ai és tu?- perguntou nervosa.- andavas á procura da tua coruja?
- Sim...parece-me que ela gosta de ti.- disse constatando, que a sua coruja sempre lhe dedicara grande estima e nunca deixava que outra pessoa a não ser ele a afagassem. Sempre voava para ele ou estava perto dele. Por isso era estranho ver o seu animal de estimação derreter-se com os carinhos de Ginny.
- Ela é muito fofa. Onde a arranjaste?
- Foi um presente de Hagrid quando fiz 11 anos. A primeira prenda que recebi na vida.
Voltaram-se ao ouvir passos atrás deles.
- O que fazem vocês dois aqui fora?- perguntou com ar malicioso.
- Andava á procura da minha coruja...- disse Harry de repente.
- Ele andava á procura da coruja...- disse Ginny quase ao mesmo tempo.
- Calma...calma...até parece que estavam a fazer alguma coisa que não deviam!!!
- Cala-te Ron!!!- gritou Ginny zangada e ao mesmo tempo corando de embaraço.
-0.k. Mana, vim só dizer que a mãe fez chocolate quente para todos e pediu-me que os chamasse.
- Então vamos. Não façamos esperar a vossa mãe.- disse Harry transportando a Hedwing no braço

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CAPITULO TRÊS

Na manhã seguinte, todos se levantaram cedo. Viajaram de comboio até perto onde iriam acampar. Depois de mochilas ás costas , caminharam quase meia hora até perto de um lago, um lugar maravilhoso, que para Harry mais parecia o paraíso.
Montaram as tendas de campismo e arranjaram o local da melhor maneira possível, para ficar mais confortável.
- Isto de viver sem magia é trabalhoso!- concluiu o Sr. Weasley- Contudo é uma maneira original dos muggles passarem o tempo. Até eu sou fã destas coisas engenhosas que eles inventam para conseguir viver sem magia.
- O senhor é engraçado!- disse Hermione a rir.- Mas na minha opinião acho que o senhor se sairia bem a viver nos dois mundos. No mágico e no não mágico.

Na hora do almoço chegaram mais famílias de feiticeiros conhecidos. Aquilo iria ser divertido. Até Dumbledore viera acompanhado da professora Minerva Mcgonagall, que fizeram uma festa quando viram Harry.
Imitando os muggles , o pessoal improvisou um desafio de futebol. E tanto os miúdos como os graúdos participaram.
Harry, Ron, Ginny e Hermione aproveitaram para tomar banho no lago. As águas estavam serenas e eram tão cristalinas e transparentes que se via o fundo.
Os rapazes foram os primeiros a entrar na água.
- Vá lá raparigas!- gritou Ron para a margem.- Estão com frio? Dispam essas roupas !Toca a mergulhar. Ou será que se esqueceram do fato de banho?
- Claro que não estúpido!- respondeu Ginny, tentando não pisar os óculos de Harry que estavam sobre a toalha.
Hermione começou a despir as calças, deixando as pernas bem feitas á mostra. Harry reparou que Ron tinha os olhos escancarados e não conseguia deixar de olhar. Parecia hipnotizado. E quando ela ficou de fato de banho, ele abriu a boca de espanto.
- Acorda meu!- disse Harry gesticulando com uma mão á frente dos olhos.- Ron acorda Rapaz.
- Ã...eu...eu..
- Pois estou a ver, a Hermione estás uma mulheraça e tanto não é? e tu meu amigo estás completamente vidrado!
- Eu?- respondeu Ron meio aparvalhado.
- Sim quando é que admites isso?
Harry tinha acertado em cheio ao ver as faces do amigo tingirem de vermelho.
Mas ele próprio ficou atordoado, quando a bela Ginny ficou em biquini e se preparava para entrar na água. Ralhou consigo mesmo. " Mas se amava Cho, porque razão sentia aquele aperto no peito quando estava perto de Ginny". Pensou.
Precisava descobrir a razão. Ron ainda tinha uma ...agora ele?!
Elas nadaram até perto deles. O nervosismo foi desaparecendo durante o tempo em que nadaram e fizeram brincadeiras na água. O pior mesmo foi quando regressaram ás toalhas para apanharem um pouco de sol. E consequentemente se viram se viram deitados , um de cada lado das raparigas que estavam deitadas nas toalhas do meio.
Ron tinha um ar meio tolo, com a proximidade de Hermione, até os seus gestos eram peculiarmente desajeitados e não sabia se sentava ou deitava.
- O que tens Ron?- perguntou Hermione achando estranho as reacções do amigo.
- Nada...Nada...- falou nervoso.- Dói-me um pouco a cabeça. Dormi mal esta noite.
- E porque não experimentas agora dormir um pouco?- ela aconselhou.
- sim...tens razão.
Harry sorriu pois sabia exactamente qual era a dor de cabeça do amigo. Porém também ele não se sentia muito bem ao lado de Ginny. Temia olhar para ela e para o seu corpo espectacular. Para quebrar a tensão resolveu meter conversa com Hermione.
- Estou muito admirado contigo. Pela primeira vez desde que te conheço ainda não te vi pegares num livro desde que chegaste!
- Estou proibida pela Srª. Weasley, só posso fazê-lo quando chegar a Hogwarts.- disse torcendo o nariz.
- RON!. Eu já achava a tua mãe o máximo, mas agora acho-a Genial!!! Que mulher incrível!- disse Harry levantando as mãos para o céu.
Todos caíram na gargalhada , até Hermione que antes ainda fez uma careta, ao ver Ginny que de tanto rir até tinha lágrimas nos olhos.
Alguns minutos depois todos estavam calados aproveitando o sol. Harry adormeceu. Teve a sensação de ver um unicórnio a chamá-lo da floresta proibida e correu até lá. A vegetação tornava-se mais densa á medida que andava e o unicórnio aparecia para lhe indicar o caminho. De repente viu-se á beira de um terreno escarpado. Não se via o fundo, mas alguém gemia lá dentro , bem no fundo. A voz era de Ginny. Estava escuro , ele não a conseguia ver: GINNY!- gritou. Mas um vulto atrás dele fez com que se voltasse:- Não adianta que nunca a encontrarás.- Era Voldemort. Ria histericamente:- Não vais conseguir salvá-la Potter. É muito tarde para o fazeres. Esqueceste-te de seguir o coração. Ela vai morrer. Desequilibraste o elo que te unia a ela. Só sobreviverá se tu morreres. Caso contrário viverás com a culpa. Serás conhecido pelo teu egoísmo!
Ginny continuava a gemer. A cicatriz de Harry doía-lhe terrivelmente. Voldemort guinchava histérico de maneira horripilante e cavernosa. A testa de Harry latejava de dor , a imagem de Voldemort rondava á sua volta. O unicórnio voltava a aparecer:- "luta com o coração só assim conseguirás vencer". E depois mais uma vez tudo desapareceu...
Harry acordou com alguém a tocar-lhe o rosto:
- Harry acorda. O que se passa? Porque estás a gritar e a gemer?- Ginny falava preocupada.
- Ele está a abrir os olhos...- falou Ron junto de Hermione , que se encontrava tão pálida como Ele e Ginny.
- Eu...eu...- falou com dificuldade , sentido a cicatriz doer-lhe como nunca.- Acho que estava a ter um pesadelo.
- Com o-quem-nós-sabemos?- perguntou Ginny com os olhos escancarados de aflição.
- Sim...- "E contigo" Pensou.- mas foi só um sonho. Não se preocupem , eu estou bem.
- Tens a certeza.- perguntou Ron apreensivo.
- Sim...- disse esboçando um sorriso- estou mesmo bem acredita.
Mas ele não estava nada bem. Sempre que tinha sonhos daquele tipo, eram como uma premonição do que estava para acontecer. Só desejava que Ginny , Ron e Hermione não tivessem nada a ver com o caso. Se tivesse que enfrentar o Voldemort, que fosse sozinho e sem mais ninguém envolvido.
Nenhum dos amigos voltou a falar no assunto nos dois dias que ali passaram. E também não voltara a ter aquele sonho e sequer lhe doeu a cicatriz.

CAPITULO QUATRO

O primeiro dia em Hogwarts correu como habitualmente , com a distribuição por equipas dos alunos mais novos, através do chapéu seleccionador. Harry avistou Cho na outra mesa. Também ela era Seeker em representação da sua equipa no jogo de Quidditch. Ela sorriu-lhe atirando-lhe um beijo e ele retribuiu-lhe o mesmo gesto. Mas não foi tão efusivo , pois seus olhos bateram nos de Ginny sentada á sua frente.. Ela parecia triste. E sem saber porquê Harry sentiu-se incomodado com o facto.
Depois da festa, e antes de se dirigir á sala dos Griffyndor, foi-se encontrar com a namorada. Ela estava maravilhosa. Mas quando a beijou Harry não sentiu aquela magia de sempre.
Ela não parava de falar das férias maravilhosas que tinha tido. E nunca referiu se tinha sentido saudades dele. , Deixando-o estranhamente admirado. Contudo Harry não insistiu saber a razão. Mas houve uma conversa que o deixou bastante irritado, quando ela referiu que tinha ficado no mesmo Hotel que Draco Malfoy.
- Sabes , ele até não é assim tão mauzinho. Aquela atitude dele , tem a ver com os mimos que a família lhe dá. Por detrás daquela máscara está um rapaz muito simpático.
- Verdade?!- perguntou com arrogância.
- Sim. E acho que tu e ele são muito orgulhoso para admitir isso.
- Pois...
- Sabias que ele te está muito grato, desde que salvaste e ao pai dele de morrerem nas mãos de Voldemort o ano passado. Depois de terem sido enganados pelo Sr. das Trevas?
- Grato!!! AH!- disse sarcástico.
- É verdade!Embora não queira admitir á tua frente, ele parece deveras arrependido de te ter feito tantas coisas más ao longo destes anos em Hogwarts.
- Duvido...- falou zangado.
- Acredita em mim. Olha que é verdade!
- 0.k Mas agora tenho que ir andando.- Estava perturbado e atónito com a conversa de Cho.
- Está bem amor.- disse ela , dando-lhe um beijo suave nos lábios.- Até amanhã e sonha comigo.
- Sim...- respondeu com desdém, forçando um sorriso.

"Então o Malfoy agora andava a fazer a corte a Cho? Só podia ser para o irritar!" Pensou. Estava tão zangado que lhe apetecia esmurrar a parede.
Subiu a escadaria e parou em frente ao retracto da Dama Gorda- Qual é a senha?- perguntou ela com o esnobismo do costume.
Mas Harry não sabia. Tinha-se esquecido de perguntar a Hermione , que agora era Perfeita dos Griffyndor. Experimentou usar a do ano anterior e inventou outras. Mas nada...
- UNICÓRNIO VIGILANTE- disse Ginny nas suas costas. E retracto deu passagem aos dois.
- Obrigado.- ele agradeceu. Reparando que Ginny tinha os olhos vermelhos e parecia ter estado a chorar.
Alguns alunos já estavam deitados. Ron e Hermione esperavam por ele. Assim como Neville que andava como louco á procura do seu sapo com a ajuda de Seamus.
- Então já mataste saudades?- perguntou Ron enfatizando a pergunta.
- Claro .- respondeu Harry com desdém.
- Parece que o reencontro não correu lá muito bem.- Ironizou Hermione , observando o ar aborrecido do amigo.
Harry contou a conversa que tinha tido com Cho.
- Estás com ciúmes do Malfoy?- perguntou Ron, achando aquilo muito divertido.
- Essa não é a questão. O facto é que não gostei nada que a minha namorada o achasse tão...tão...
- Simpático, queres tu dizer! - concluiu Hermione.
- Isso mesmo.
- Vais ver que isso passa...Agora acho melhor irmo-nos deitar, pois as aulas amanhã começam cedo.
- Sim Chefe!!!- ironizou Ron fazendo continência. Mas ao contrário do que era costume. Em vez de responder com a língua afiada de sempre, Hermione sorriu e corou ao mesmo tempo. Neville Seamus seguiram Ron e Hermione pela escada acima. Harry sorriu observando os amigos , que a cada dia que passava se sentiam mais atraídos um pelo outro.
- Acho que precisamos dar um jeito para juntar estes dois.- segredou a Ginny que subia a seu lado.
- Sim...- respondeu ela com um sorriso tristonho, tentando esconder uma mágoa que não passou despercebida a Harry.
- Estás bem? Pareces aborrecida.
- Estou cansada. É só isso...
- Tens a certeza?
- Absoluta.- respondeu ela contrariando a expressão desolada do seu rosto.
Harry resolveu não insistir e dizendo "Boa noite", rumou para o dormitório dos rapazes.

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CAPITULO CINCO

Na primeira aula da manhã, Snape não parecia tão áspero como nos anos anteriores. Dirigiu-se a Harry com tanta cortesia , como fez a Draco. Ron piscou o olho a Harry admirado com a mudança de atitude. Snape sempre tinha sido azedo com o trio de amigos. Dizia-se nos corredores de Hogwarts , que ele estava apaixonado pela nova professora que leccionava a disciplina de Defesa contra as artes negras. Aliás ela era realmente muito bonita, como os alunos puderam constatar logo na aula seguinte.
- Ela é Linda! E muito fixe!- declarou Ron fascinado.
- E tu que não achasses isso de todas as mulheres que vês!- disse Hermione com aspereza.
Harry fartou-se de rir, até mesmo quando Hermione elogiou um rapaz dos Slytherin, por ter explicado correctamente , como se tratavam os unicórnios, durante uma aula de Hagrid. Ron fez uma careta de puro horror e não deixou de criticar a amiga , por ser tão simpática com a equipa rival. "Ciúmes!" Pensou Harry. "Se não fosse aquele orgulho..."
Durante o almoço e aproveitando a ausência de Ginny na mesa, Hermione combinou com todos a festa surpresa dos 17 anos de Ginny. Quando ela chegou o pessoal mudou de assuntou e ela nem sequer desconfiou.
Mais uma vez Harry constatou que a rapariga não estava bem. Ainda mantinha o rosto triste da noite anterior. Tinha uma palidez e umas olheiras que o deixaram muito preocupado. Reparou que ela mal tocou na comida e que saiu primeiro que todos da mesa. Mas nem Ron , nem Hermione pareciam ter dado por isso.
Não sabia porque se sentia tão intranquilo com Ginny , mas considerava os Weasley quase como da sua família e Ginny como uma irmã. Uma "Irmã"...esta palavra dava-lhe um frio no estômago. Assustado com os próprios sentimentos, levantou-se e saiu em direcção á rua. Precisava de apanhar ar.
Naquele serão , foi o único aluno que ficou na sala comum dos Griffindor até mais tarde. A cicatriz doía-lhe imenso. Estava a tentar ler um livro, mas nem a leitura fazia esquecer ou atenuar a violenta dor que tinha na testa...
Foi quando ouviu passos na escada que vinha dos dormitórios. Calado , viu surgir Ginny de pijama e com um livro na mão. Ela não esperava encontrá-lo ali, e quando descia o último degrau, pulou de susto , deixando cair o que tinha na mão. Ele prontificou-se a ajudar. Apanhando o livro do chão e um amor-perfeito (flor da família das plantas violácias , jácea), que se soltara das páginas.
- Não tinha a intenção de te assustar.- Ele murmurou quase em forma de pedido de desculpa.
- Vim...Vim só beber água.- gaguejou nervosa. Voltando a guardar a flor seca dentro do livro com todo o cuidado.
- Esse amor-perfeito é lindo!
´- É a minha flor favorita.- disse mais descontraída.- são muito raros por aqui. Então trouxe este do jardim da minha mãe, porque me faz lembrar a Primavera.
- Entendo porque lhe chamam amor-perfeito.- ele falou fascinado com as cores perfeitas da flor.
Mas o seu rosto contorceu-se de dor, quando uma dor aguda voltou trespassar-lhe a cicatriz, fazendo-o gemer de dor.
- Estás outra vez com dores, não é?
Ele assentiu com a cabeça.
- Devias ir á enfermaria...
- Isto já passa.- disse ele cambaleado até ao sofá- se fosse á enfermaria , todas as vezes que me dói a cicatriz , não sairia de lá.
- Meu Deus! Costumas ter isso mais vezes e aguentas tudo em segredo?
- O Ron e a Hermione sabem, mas não podem fazer nada.- Ele não queria dizer , que a cicatriz lhe doía sempre que Voldemort ou alguma coisa relacionada com ele estava por perto. Não a queria assustar.
- Devias pedir á enfermeira uma poção que te aliviasse a dor!
- Não existe nenhuma poção que faça passar a dor. Ela vai e volta sem avisar.
Ginny escancarou os olhos horrorizada.
- Como é que te tens aguentado todos estes anos?
- Nem eu próprio sei...
- Vou-te buscar um copo de água.- falou colocando o livro em cima da mesa.
- Está bem.- respondeu mais aliviado, a dor começava a atenuar.
Ela voltou com o copo de liquido fresco e transparente. E depois de beber cerca de metade, começou a relaxar.
- Acho que está a passar...
- Tens a certeza? é que estás tão pálido...- ela perguntou preocupada.
- Estou muito melhor. Obrigado- ele observou a irmã do amigo- tu...tu também não tens andado grande coisa pois não?- arriscou perguntar.
- Eu...eu.. acho que...- ela gaguejou.-...sabes tenho andado um pouco constipada e isso deitou-me um bocado abaixo. Mas já estou melhor.
Harry não quis insistir. Sabia que ela estava a esconder o verdadeiro motivo.
- Bom agora vou-me deitar, não precisas de mais nada?- ela falou repentinamente.
- Vai eu fico bem. A dor desapareceu e...- falou tocando-lhe o ombro e ela encolheu-se.- ...Obrigado pela ajuda.
- De nada.- embaraçada começou a subir as escadas até ao quarto.
Pela manhã...
Ron esperava Harry na sala comum, para irem juntos para as aulas.
- Que cabeça a minha!!! Onde será que meti o livro?
Harry reparou que Ginny abria e fechava as gavetas, armários, revolvia as almofadas do sofá.
- Ginny está aqui. Esqueceste-te dele aqui ontem- disse entregando-lhe o livro.- reparei que era teu e guardei-o para to entregar.
- Obrigado.- ela agradeceu corando muito.
- Mas que esquecida Ginny! És sempre a mesma. Nunca sabes onde pões as coisas! Se as cabeças das pessoas se pudessem trocar. Tu já tinhas tido imensas!
- Isso não é coisa que se diga a uma irmã.- Repreendeu Hermione nas costas deles, vendo Ginny reprimindo um soluço.
- Acho que ela tem razão Ron, todos nós muitas vezes nos esquecemos das coisas.- defendeu Harry.
- Ela sabe que eu só estava a brincar...não sabes maninha?
Mas a rapariga teve uma reacção que os três não esperavam.
- Quando é que param de me tratar como se eu fosse uma criança?- disse em voz bem alta despertando as atenções de todos os alunos que estavam na sala. Eu só tenho menos um ano que vocês ou nem chega. Eu nunca, nunca me meto nos vossos segredos. A maior parte das vezes tenho que me retirar para vocês falarem em privado...
- Mas Ginny...
Não! Basta! Estou farta do vosso egoísmo!- e saiu dali disparada a correr, sem lhes dar chance de dizer fosse o que fosse.
As faces de Ron tornaram-se rubras e Harry e Hermione abriram a boca de espanto.
Durante o dia, Harry viu Ginny deambular perto da casa de Hagrid. Esta sozinha e pensativa. E mais uma vez voltou a sentir-se incomodado com isso. Teve até vontade de ir ter com ela, de a abraçar e confortar. Afinal ela em parte tinha razão naquilo que lhes dissera de manhã.
Á noitinha ela voltou cabisbaixa. Murmurou um "Olá" a todos e voltou á sua aparência frágil.
Contudo Ron e Hermione mudaram de postura quando se dirigiram a ela. E até lhe pediram opinião sobre uma poção que Snape lhes mandara fazer. Ginny era óptima nessa disciplina e apesar de andar um ano atrás deles, naquela área superava até Hermione. E por momentos Harry pareceu-lhe ver um lampejo de felicidade nos olhos, enquanto explicava os ingredientes que eles haviam de utilizar.

CAPITULO SEIS

Era o dia do aniversário da Ginny. A equipa andava atarefada e ao mesmo tempo tentado manter em segredo para ela não desconfiar.
Mas Harry estava com um problema. Ainda não tinha comprado nada para oferecer á rapariga. Nunca comprara prendas para mulher nenhuma a não ser para Hermione. Mas para ela era fácil. Um livro era sempre a prenda perfeita e ela adorava.
Nessa semana ele não tinha podido sair da escola, para comprar fosse o que fosse e agora não tinha nada para lhe oferecer mesmo. Talvez Ron lhe pudesse dar uma dica.
Mas se a intenção era essa , ficou frustrada pelo facto de Dumbledore o mandar chamar ao seu gabinete.
Harry bateu duas vezes á porta.
- Entra.- disse o velho Mago.
- Bom dia senhor.
- Bom dia Harry.
- Queria falar comigo senhor?
- Sim.- fitou-o com o rosto tenso.- Porque não me contaste que tens andado com dores na tua cicatriz?
- Eu...foi a Ginny não foi?
- Sim. Ela ficou muito preocupada contigo, por isso veio ter comigo. Aliás acho que ela fez muito bem. Sabes o que acontece quando tens essas dores...
- Voldemort...eu sei...é um aviso.- Falou escondendo-lhe que tinha um sonho horroroso com ele e com Ginny quase todas as noites.
- Tens que tomar cuidado Harry! És muito corajoso, mas se as dores voltarem por favor avisa-me, 0.k?
- Está bem. Prometo.
Dumbledore sorriu mais aliviado.
- Tenho andado a querer entregar-te uma coisa que era dos teus pais. Não sei porque me tenho esquecido de te entregar isto...- levantou-se dirigindo-se ao armário retirando de lá de dentro um baú pequeno de madeira.-...Fica com ele!
- Obrigado senhor...
- Agora se me dás licença, tenho uma reunião com alguém do Ministério da Magia já a seguir...
- Tudo bem. Vou indo e mais uma vez obrigado.
Apertou o passo e seguiu pelo corredor, avistando ao longe Cho em grande animação com Malfoy, mas ao invés de sentir ciúmes, Harry sentiu um certo alívio em passar por eles, sem que os mesmos dessem por isso..
Quando chegou aos dormitórios, colocou o baú em cima da cama e abriu-o. Lá dentro estavam: uma fotografia do pai e da mãe quando eram estudantes. Uma agenda encadernada do pai com o símbolo dos Gryffindor. Um guarda jóias em prata da mãe. Mas o que mais lhe chamou a atenção, foi uma corrente de ouro fina , com uma medalha em forma de amor-perfeito. Harry tocou naquela peça delicada. E depois num pedaço de pergaminho atado com uma fita. Desmanchou o laço e abriu-o. Tinha simplesmente uma frase :"O amor é o maior de todos os poderes de um feiticeiro...James Potter".
Demorou mais algum tempo a apreciar os objectos e já ia fechar o baú, quando teve uma ideia luminosa. Sorriu e tirou lá de dentro um dos objectos.
Eram oito horas da noite. Hermione tinha ficado encarregue de desviar a atenção de Ginny, enquanto os amigos preparavam a festa na sala comum dos Gryffindor. Parvati e mais duas amigas decoraram a mesa e colocaram os doces, os salgadinhos e as bebidas. Os rapazes colocaram enfeites coloridos e uma faixa a atravessar a sala, onde se podia ler «PARABÉNS GINNY».
- Elas já lá vêem!- gritou Ron da porta.- Vamos nos esconder pessoal e apaguem a luz!
- Psssiuuuu- Harry fez silenciar todos.
Ouviu-se a porta abrir e depois fechar.
- Está tão escura a sala hoje.- declarou Ginny entrando com cuidado para não tropeçar.
De repente a luz acendeu e todos gritaram ao mesmo tempo:
- SURPRESA!!!
Ginny arregalou os olhos. De todos os lugares apareciam colegas.
- Parabéns a você...- cantaram em conjunto.
Quando a canção finalizou, ela tinha lágrimas de felicidade nos olhos. Todos os amigos a felicitaram, rodeando-a com beijos e abraços.
- Não estava á espera...- repetiu ela por diversas vezes. Parecia até ter ganho mais vida no rosto.
- Ainda bem. Senão deixava de ser surpresa!- disse Ron divertido.- Agora toca a festejar!
Alguém ligou a música e começaram a dançar entre um petisco e outro.
Hermione levou Ginny até á mesa dos presentes. Alguns estavam identificados outros não. Mas isso não tinha importância. A festa em si e a presença dos amigos já dizia muito a Ginny. Mesmo assim resolveu abrir todos os presentes.
Ron e os restantes irmãos, até mesmo os que estavam ausentes, tinham-lhe oferecido um anel muito bonito e Hermione um livro. Mas a maior surpresa veio na última prenda que faltava abrir. Era simplesmente um envelope cor de rosa, fechado, com algo que fazia vulto lá dentro. Dizia por fora "Ginny". Ela abriu com cuidado e retirou um cartão que trazia lá dentro com uma frase:
« Para que seja sempre Primavera no teu coração...

Beijos


Harry »

Ela corou embaraçada.
- Acho que há mais qualquer coisa lá dentro Ginny.- Replicou Hermione curiosa.
- Sim...
Mas o que tirou de dentro do envelope ainda a deixou mais surpreendida. Uma corrente de ouro com a medalha em forma de amor-perfeito brilhou na sua mão. Uma lágrima desceu pela sua face.
- É linda!!!- falou Hermione embasbacada.- quem te ofereceu?
Ginny passou o cartão é amiga para ela ler.
- É do Harry.- disse estupefacta.- Ele....- Hermione calou-se, lembrando-se que á dois dias ele lhe tinha pedido opinião sobre o que lhe haveria de oferecer.
Mas Harry safara-se bem sozinho e até a ela deixara surpreendida.-...Ele teve muito bom gosto, estas peças já não se fazem actualmente.- Ela sorriu lembrando-se de ter lido em qualquer lado o significado de oferecer amores-perfeitos.- Queres que eu to ponha?
- Está bem...- respondeu timidamente.
Quando já tinha a corrente ao pescoço, Ginny segurou a medalha com delicadeza e depois observou Harry a conversar com Ron ao pé da lareira e dirigiu-se para lá , com o intuito de lhe agradecer.
- Mana que medalha linda! Quem te ofereceu?
- Ron vem cá, preciso de falar contigo um momento.- gritou Hermione puxando-o pela gola da camisa e levando-o para longe deles.
- O que queres?
- Já te explico.
Harry sorriu para Ginny.
- Então gostaste?
- Muito.- respondeu meio envergonhada.- mas isto...parece ser muito valioso...eu...
- Era da minha mãe...- ele falou emocionado.
- Mas eu...isto deve ter um valor emocional muito grande para ti!
- Acho que ficará seguro contigo...a vossa família , é como uma família para mim. Deram-me mais carinho e ternura, que jamais alguma vez alguém ou até os meus tios me deram. Sei que a minha mãe ficaria feliz por eu te oferecer essa corrente.
- Obrigado.- ela agradeceu emocionada com lágrimas nos olhos.
- Não vais chorar pois não?- ele perguntou com carinho. Sentindo naquele momento , uma enorme ternura por ela.
Fitaram-se por uns minutos sem falar. ele corou tanto quanto ela.
- Será que posso felicitar a aniversariante.- Perguntou uma voz muito peculiar.
- Dumbledore?! O senhor também veio. - disse Ginny admirada com aquele convidado inesperado.
- Sim e a professora Mcgonagall também.- disse ele beijando-a na face. E afastando-se para dar passagem á professora. Seus olhos porém ficaram presos no talismã que brilhava no peito de Ginny.
Dumbledore sorriu e murmurou:«...Um momento comovente de hora mágica..., em que se pode ouvir a natureza que desperta. A ternura é uma mistura silenciosa de palavras de amor...a carta que vos marca um encontro de amor eterno e verdadeiro...um amor-perfeito, impenetrável e poderoso...eis os eleitos». Apenas a professora Minerva ouvira as palavras que ele proferiu quase em silêncio e também ela sorriu ao reparar na jóia delicada que Ginny trazia ao pescoço. E olhou Dumbledore com cumplicidade.
- Está na hora de apagar as velas.- anunciou Neville, bem alto para que todos ouvissem.
- Vamos lá então. Quero provar o bolo.- disse Dumbledore divertido, dando uma palmada nas costa do Harry.
Ele parecia muito feliz, como Harry nunca vira.
A noite já ia alta, quando os professores se despediram da sala dos Gryffindor., que ficou á mercê só dos alunos.
Embora a música fosse dos muggles. O momento era quase mágico. Alguém colocou uma música romântica dos Backstreetboys, intitulada «I need you tonight».
Para admiração de Harry Ron tomou coragem e convidou Hermione para dançar. Ele olhou Ginny e tomou a iniciativa também.
- Queres dançar?
- Sim.- respondeu ela surpresa com o convite repentino.
Uma sensação estranha percorreu o corpo de Harry, quando a enlaçou pela cintura. Ela cheirava tão bem. Por momentos pensou como deveria ser bom se a beijasse, se tocasse o seu corpo. "Devo estar a ficar louco" disse para si próprio. "Ela é irmã do teu melhor amigo e tu tens uma namorada!". Quando a música cessou ambos tremiam. A sorte foi Ron e Hermione meterem conversa com ambos.

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CAPITULO SETE

Nos dias que se seguiram Harry tentou manter-se o mais afastado que pôde de Ginny, embora fosse tentado a segui-la com o olhar para onde quer que ela fosse. Ela continuava a alimentar-se cada vez mais mal. Parecia estar a precisar de ajuda. Teria que falar com Ron. A sua relação com Cho , também não ia grande coisa. Passavam a maior parte do tempo a discutir ou a desconversar , principalmente porque Harry se esquecia da maior parte dos encontros que marcavam. E Cho era vista cada vez mais na companhia de Malfoy, de quem parecia ter-se tornado uma grande amiga. Naquele dia porém ele estava disposto a ter uma conversa séria com ela. - Dás-me um minuto? - ele perguntou vendo-a sair da última aula em direcção ao corredor. - Sim...passa-se alguma coisa?- perguntou vendo-o tão sombrio.- se...se é por causa do Malfoy...eu.. eu.. - Não Cho...é por causa de nós dois...Acho que andamos a arrastar uma relação que não tem futuro.- Ele fitou-a , esperando a reacção dela. - Sabes...- Ela mordeu os lábios nervosa.- Acho que tens razão. O rosto de Harry tornou-se menos carregado. - Parece que afinal concordas comigo.- sorriu aliviado. - Sim... - Acho que nos deixamos levar por uma atracção. Contudo acho que não foi tempo perdido. Vou-te ver sempre como uma grande amiga. - E tu serás sempre muito especial para mim.- ela sorriu.- Posso-te dar um abraço de despedida? - Claro.- disse abraçando-a. - Obrigada Harry. Espero que encontres a pessoa certa para ti. Tu mereces.- Ela deu-lhe um beijo na face e afastou-se feliz. Como se tivesse tirado um fardo de cima dela. Alguns semanas depois... Harry estava a tomar o pequeno-almoço, assim como Ron e Hermione. Ginny chegou pouco depois e sentou-se cabisbaixa, no lado oposto a eles. A medalha que ele lhe tinha oferecido brilhava no peito dela. Ouviu-a murmurar um simples bom dia e voltou a atenção para o prato que tinha á frente , embora só tivesse espenicado a comida. Harry observava cada movimento dela e estava tão distraído, que deixou cair o garfo de susto, quando Ron falou a seu lado. - Que se passa contigo? Á cerca de meia hora que estou a falar contigo e parece que estou a falar com uma parede!- refilou Ron. - Desculpa estava distraído.- respondeu com ar apatetado.- Tenho um Jogo de Quidditch hoje e como não me sinto muito bem , estou nervoso. Hermione sorriu misteriosamente e seguiu-o quando o mesmo se levantou para a saída do refeitório. Parecia inquieto e ansioso. - Passa-se alguma coisa contigo? sentes-te bem? - Claro que estou bem...- respondeu sério. - É que tens andado tão estranho ultimamente. Tão distante. - É impressão tua. Só ando um pouco cansado. Não te preocupes. 0.k?- tentou esboçar um sorriso. Hermione sabia que ele estava a esconder qualquer coisa. Mas ainda não estava preparado para desabafar. - 0.k. - Mas obrigado por te preocupares... - De nada. Se precisares para alguma coisa...eu...estou sempre disponível. - Eu sei. Obrigado. Mas aquele dia estava destinado a não correr muito bem para Harry. A sua falta de concentração ia fazendo a equipa perder o jogo. Se não fosse o outro Seeker da equipa dos Hufflepuff estar lesionado ele não teria sido capaz de apanhar a snitch. A simples visão de Neville debruçado sobre Ginny a falar com ela, numa das bancadas do campo, foi um desastre para a sua "perfomance" no desenrolar da partida. "Mas que coisa!!!" Pensou. "Porque me estou a martirizar com uma rapariga que simplesmente é irmã do meu melhor amigo? Ele pode perfeitamente tomar conta dela. Devo estar a ficar paranóico ou com algum problema mental! Só pode ser isso..."

CAPITULO OITO

Capitulo VIII No dia de S.Valentim a escola amanheceu logo em alvoroço. Algo semelhante ao ano em que andava no 2º ano acontecia. A toda a hora as aulas eram interrompidas por duendes , a entregarem os já célebres cartões musicais do Dia dos Namorados. Harry encolheu-se na cadeira, lembrando-se de Ginny e daquela vez que ela lhe enviou um. Ele não tinha sido nada simpático com ela, talvez por causa das condições em que o cartão foi entregue. Ou talvez porque naquela altura ele não a via como agora. Lamentava tê-la magoado daquela forma. A cada dia que passava ela parecia emagrecer mais. A Srª. Weasley já a tinha levado ao médico, mas ele não lhe tinha achado nada em concreto. Mas o sorriso divertido dela desaparecera-lhe do rosto. Este só ficava um pouco rosado, quando Harry a surpreendia a fitá-lo e ela baixava os olhos envergonhada. Por sua vez ele, já se ia habituando a pensar nela a cada instante, sentindo uma estranha sensação que o consumia. Tornando-se até doentio. Á hora de Jantar do dia dos namorados ela também estava ausente. - Onde está Ginny?- perguntou a Hermione. Olhando em redor da sala decorada de maneira diferente para celebrar aquela efeméride. - Ela diz que não vem ao jantar nem ao baile. Diz que é dia dos namorados e como não tem nenhum... - Que disparate !Eu também não tenho e estou aqui! - E a Cho?- perguntou Hermione surpresa. - Já não andamos... - E não contaste nada?...- perguntou admirada.- algum motivo para a vossa separação?- Hermione não conseguia disfarçar a curiosidade. - Descobrimos que o que sentíamos um pelo outro era só amizade. - Tens outra Harry?- perguntou zombeteira. mas ele emudeceu. Hermione reparou que ele ficou perturbado e resolveu mudar de assunto. - Sabes eu...eu também disse á Ginny...disse-lhe que também não tenho namorado, mas ela... - Tu não tens porque não queres!- Harry atreveu-se a dizer. - Como?- ela escancarou os olhos. - Quando é que tu e o Ron põem juízo na cabeça e assumem o que sentem? - Tu estás louco , o Ron...está sempre a criticar-me, sempre a... - É para te chamar a atenção! - E quem é que quer chamar a tenção?- perguntou Ron, que tinha ouvido as últimas palavras , enquanto chegava perto deles. As faces de Hermione ficaram de um vermelho cereja. Harry olhou o amigo de alto a baixo e sem papas na língua respondeu-lhe: - Acho que vocês os dois deveriam aproveitar este dia, para assumirem de uma vez por todas que se AMAM! Em vez de deixarem que esse orgulho horrível vos engula!- E dito isto , desandou dali para fora, deixando os amigos á mercê um do outro. Ron ficou sem palavras. Corou embaraçado, mas reparou que Hermione estava tanto quanto ele. Ao fim de algum tempo em silêncio, ele suspirou nervoso: - Acho que ele tem razão, eu não posso esconder o que sinto...Hermione eu...eu... - 0.k. Ron eu também te amo!.- ela disse decidida , reparando naquele momento que os olhos de Ron ficavam rasos de água. - Tu amas-me?- perguntou num sussurro. - Sim... - Eu também te amo. Mas tinha medo que não sentisses o mesmo.- ele segurou-lhe as mãos carinhosamente. E depois deu-lhe um agradável, doce e macio beijo nos lábios. Alheios aos olhares surpresos dos que já se encontravam na festa. Entretanto Harry, atravessou os corredores e correu apressado em direcção á sala dos Gryffindor. Encontrou Parvati nas escadas. - Viste a Ginny?- perguntou-lhe. - Ficou no dormitório. - 0.k. Obrigado. - Não vais á festa Harry?- perguntou quando já ia no último degrau. - Mais tarde... Harry chegou ao pé do retracto da Dama Gorda, que abriu logo após ele dizer a senha. Tudo estava silencioso. Apenas se ouvia a lenha a crepitar na lareira. Subiu a escadaria até aos dormitórios, até chegar á porta do quarto das raparigas. Ouviu um soluço de Ginny. Harry bateu duas vezes, mas ela não atendeu. Então fez uma coisa que nunca tinha feito desde que entrara para Hogwarts. Sabia que podia ser castigado se fosse apanhado, mas Ginny era mais importante que isso tudo naquele momento. Abriu a porta e entrou sem pensar em mais nada. Ela estava de joelhos debruçada sobre a cama e assustou-se quando ouviu passos atrás dela. Levantou a cabeça do edredon e seu olhar ficou paralisado no dele. - Harry...- levantou-se do chão nervosa e sem forças para sustentar a imagem dos olhos verdes de Harry , sentou-se. - O que se passa Ginny?- perguntou receoso aproximando-se dela. - Eu...- falou abalada com a presença dele.- ...Tu não podes estar aqui! - Eu sei. De facto não posso. Este espaço está interdito aos rapazes.- ele falou baixinho.- mas tu parecias estar a precisar de ajuda e resolvi arriscar. - Eu não preciso de ajuda. Eu... Harry sentou-se a seu lado, deixando-a pouco á vontade. - O que se passa contigo? Não comes nada, pareces triste.- falou preocupado. - Eu estou bem, só não estou nos meus dias... - Ginny tu não estás bem... Ela fitou-o com dor. - Porque não estás com Cho a celebrar o Dia dos namorados? Não achas que ela deve estar á tua espera? - Não, não acho. Terminamos tudo há um mês. Acabamos de comum acordo. Somos apenas amigos. Não adiantava continuar uma relação , quando na verdade o que existia entre nós era amizade e não amor.- Harry observou a surpresa nos olhos de Ginny. - Tu não a amas?- perguntou incrédula. - Não.- ele fez uma pausa.- Porque descobri que amo outra pessoa.- Harry deu-se conta naquele momento da grande verdade do seu coração. - Outra pessoa...- murmurou abalada, como se tivesse arranjado mais um motivo para duplicar a sua dor. - Sim outra pessoa, de uma maneira que até tenho medo...medo de a magoar... Harry segurou-lhe as mãos que ela torcia nervosa e observou as lágrimas que silenciosamente corriam pelas faces. - Essa pessoa és tu Ginny...- confessou sem deixar de a fitar. eu...?- ela perguntou com um soluço, parecendo-lhe dificil acreditar no que acabava de ouvir... - Sim Ginny tu!...- Falou com um sorriso limpado-lhe as lágrimas. - Harry eu...eu...- gaguejou, apercebendo-se que ele também tinha os olhos brilhantes e húmidos. - Eu sei, eu sempre soube que tu me amavas.- falou abraçando-a com carinho.- Desculpa ter-te magoado estes anos todos. Com um gesto terno, Harry afagou-lhe os cabelos e aproximou o se rosto ao dela. Assim que os seus lábios quentes se uniram aos dela, um poder misterioso tomou conta deles. Algo incrivelmente mágico. Como nenhum dos dois alguma vez havia sentido. Afastaram-se ofegantes mas, um remoinho inesperado de sensações emocionais e fisícas uniu-os de uma forma eloquente e doce. Transportando-os para um mundo só deles. Harry ainda segurava Ginny nos braços, quando o brilho da medalha em forma de coração brilhou no peito de Ginny. - Nós...o que aconteceu...- ela estava tão surpresa quanto ele. - Não sei Ginny...acho que não conseguimos controlar a avalanche de sentimentos. - Nunca me tinha acontecido... - Nem a mim...mas foi perfeito...- ele falou com um brilho de felicidade nos olhos. - sim...- ela corou mais uma vez. De repente o rosto de Harry pareceu-lhe preocupado. - Harry... - Esqueci-me que não posso estar aqui, não devia estar...mas estou e... Levantaram-se os dois, ajudando-se mutuamente a vestir e saíram do dormitório das raparigas , ficando os dois á porta. - É melhor irmos tomar um duche!- ele sorriu feliz.- encontramo-nos lá em baixo na sala comum... - Está bem...- respondeu nervosa e ele percebeu. - Ginny...confia em mim , eu te amo. Nada te vai afastar de mim...prometo. Harry tomou e vestiu-se num ápice. Correu até á festa e serviu-se de algumas bebidas, doces e salgadinhos. E ficou muito feliz de ver Ron e Hermione a trocarem carinhos de amor enquanto dançavam. Já ia de saída quando encontrou a professora Mcgonagall. - Onde vais tão apressado Harry?- disse ela observando o que ele levava na mão. - É para Ginny...sabe ela não se tem alimentado direito.- disse receoso. - Então vai meu rapaz, não a faças esperar.- Respondeu a Professora com um sorriso de orelha a orelha, surpreendendo Harry que pensou ir ouvir um raspanete. No caminho sentiu uma ardor ténue na cicatriz e assustou-se. Mas rapidamente voltou a estar feliz , pois a dor mal se fez sentir e desapareceu. Quando chegou á sala dos Gryffindor, Ginny já lá estava. Parecia ansiosa. - O que tens?- ele falou preocupado. - Por momentos pensei que tudo isto era um sonho. Harry colou o prato e as bebidas em cima da mesa. Aproximou-se dela e abraçou-a. Depois segurou-a pela cintura e beijou-a com ternura. - Não Ginny não é um sonho. E o que se passou lá em cima também não. Ela corou um bocado. - Vamos comer? - Está bem. - respondeu mais descontraída. Harry deliciou-se a ver Ginny comer tão bem. Há muito tempo que ela tinha deixado de o fazer. Com um sorriso ela fitou Harry. - Vamos contar ao meu irmão e á Hermione amanhã? - Sim. E acho que eles também têm qualquer coisa para nos contar.- Falou com um sorriso misterioso. - Não me digas que eles..?- ela ficou perplexa. - Sim...se os visses agora lá em baixo tão agarradinhos e aos beijos a dançar...Nem me viram! - Que bom ! estou tão feliz. Estou duplamente feliz. - Gostei do duplamente feliz estou de acordo. De repente começaram a chegar os alunos , vindos da festa. - Ena...Ena...um piquenique.- Ironizaram Neville e Seamus. - São servidos'- perguntou Harry , mostrando-lhe o prato vazio e piscando o olho a Ginny. - Vejo que conseguiste que a minha irmã comesse alguma coisa.- comentou Ron , aparecendo de mãos dadas com Hermione. - Sim. E eu vejo que vocês seguiram o meu conselho. - Obrigado Harry. Estávamos mesmo a precisar de um empurrãozito. Ginny levantou-se da cadeira e abraçou o Irmão e a amiga. Estou muito feliz pelos dois. - Bom. Mas agora são horas da caminha.- disse Hermione a todos os colegas.- Amanhã temos aulas bem cedo. - Dás-nos uns minutos, enquanto eu e Ginny arrumamos a sala. - 0.k. mas não demorem- Hermione já ia a subir a escada quando se voltou.- Sabes Harry' Devemos seguir sempre a voz do coração. - Tens toda a razão amiga.- respondeu feliz. Ron esperava-a no alto da escada e depois de um beijo apaixonado , cada um rumou em direcção aos respectivos quartos. Ginny e Harry sorriram deliciados e esperaram que todos subissem. - Achas que ela sabe?- segredou Ginny. - Acho que ela desconfia que se passa alguma coisa. Tenho impressão que sabe que eu te amo... - Ela é óptima , o meu irmão tem muita sorte. - Sim e eu também...- falou enlaçando-a pela cintura.- agora vai que eu arrumo o resto! - Mas... - Vai. Antes que a Hermione nos venha dar uma lição de bom comportamento. E eu não sei se conseguirei evitar isso. Ginny corou mais uma vez e ele beijou-a com carinho. - 0.k, eu vou.- falou enquanto subia a escada feliz.- Espero acordar amanhã no mesmo sonho. - Ginny!- ele chamou-a com carinho e ela voltou-se.- Confia em mim ...eu amo-te! - Eu também. - Dorme bem!- disse ele recebendo um sorriso de volta. Harry viu-a desaparecer quarto a dentro. Mas de repente ficou muito sério. A dor na cicatriz voltara...

CAPITULO NOVE

Harry acabou de arrumar a sala e subiu até ao seu quarto. A dor persistia, mas um pouco ténue. Tentou pensar nos momentos felizes de ter conseguido confessar-se a Ginny. Surpreendendo-se a si próprio. Algo de estranho se modificara dentro dele, principalmente quando a tocou. Uma coisa muito forte os tinha unido. E que estava para além das regras definidas e estipuladas pelos seres humanos.
Fez uma investigação introspectiva sobre o tipo de pessoa que tinha sido até ali. E em nada adivinhava ou explicava, a coragem e a desenvoltura que teve na altura em que resolveu entrar no dormitório das raparigas , e supostamente abrir o seu coração a Ginny.
Na sua maioria as confissões desse género, eram quase sempre tiradas a saca-rolhas. E muitas vezes guardava os seus sentimentos e opiniões para ele mesmo. Preferindo magoar-se do que magoar os outros.
Aquele dia de revelações tinha sido para ele também uma grande surpresa e ao mesmo tempo estava assustado, pelo facto de ter reagido de maneira diferente pela primeira vez na sua vida. E ter perdido o controlo sobre o que tinha acontecido.
E foi a pensar assim que adormeceu.
Mas a noite estava longe de ser sossegada. Os pesadelos regressaram em força. E a dor mais torturante e mais penosa do que tinha tido até então. Reprimindo a vontade de gemer e de gritar, harry fez os possíveis para não acordar ninguém naquela noite. Com a cicatriz a latejar de dor e os cabelos colados á testa devido á transpiração, ele estava á beira da náusea doentia.
Quando amanheceu, fez uma difícil caminhada até ao duche. Ron tinha acabado de saír de lá. Tinha um ar tão bem disposto , de um jeito abobalhado e patético, que só mesmo as pessoas que estão apaixonadas entendem.Por isso Harry foi incapaz de lhe dizer o que estava a sentir.
- Bom dia Harry!- saudou-o com ar sonhador e as faces coradas de alegria.- Vou andando...
- Vai, eu não demoro...- Harry tentou disfarçar o mau estar.
Tomou um duche de água fria e vestiu-se. Parecia estar a sentir-se um pouco melhor, quando a porta do dormitório foi abalroada violentamente por um pontapé. Dando passagem a um Ron completamente furioso e fora de si.
- HARRY! Podes dizer-me porque marcaste um encontro com a minha irmã na Floresta Proíbida?- gritou nervoso agitando um pedaço de pergaminho que trazia na mão.- Aquela floresta é perigosa!!!
- Eu...não...marquei encontro nenhum...com a tua irmã na Floresta Proibida...ai..-voltou a gemer trespassado pela dor e cambaleando agarrou-se á cadeira para não cair.
- Ai não? Então como é que tu explicas este bilhete que lhe enviaste? ã? ã?- ele estava cada vez mais nervoso e a ignorar a dor do amigo.- «...Encontra-te comigo ás 10h na Floresta Proibida...assinado Harry Potter...».- falou ironizando o bilhete.
- Eu...
- Como é que pudeste ser tão baixo...
- Chama ginny, ela pode confirmar que eu não lhe enviei nada...
- Não vai ser possível Harry.- falou Hermione que entrando naquele momento no quarto.
- Mas...mas eu não lhe enviei nada...ai Meu Deus...que dor!Acreditem!!!- ele estava cada vez mais pálido.- Deixem-me ver...
Ron esticou o braço sem largar o pergaminho e olhou-o com ar insolente e despropositado, de quem não estava a acreditar no que Harry lhe dizia.
- Essa letra...não é minha. Hermione alcança-me aí um dos meus cadernos,...por favor!- ele falou consternado levando a mão á testa.
- Toma...- foi naquela altura que Hermione se deu conta da palidez e das profundas olheiras de Harry.
- Vê Ron...compara...ai...hummmm...-a dor não passava.- os meus E´s e os meus F´snão são iguais a estes..., como podes ver também a minha letra á mais redonda e...
- Achas...que..foi alguém..- Ron branqueou de repente, começando a dar-se conta do engano que estava a cometer.
Harry abriu os olhos assustadoramente, um pensamento sombrio invadiu-lhe a mente.
- Vol-de-mort...- nunca aquela palavra lhe tinha custado tanto a dizer como naquele momento.- Eu...devia ter...adivinhado eu...- um calafrio percorreu-lhe o corpo.- Esta dor...NÃO!
- O que foi Harry?- perguntou Ron assustado, começando a dar mais atenção á dor do amigo.
- Voldemort...- repetiu Harry.
- O que tem voldemort a ver com Ginny?- Hermione perguntou em pânico.
Harry olhou-os consternado e saiu a correr em direcção ás escadas.
- HARRY!- Hermione chamou-o e ele voltou-se.
- Tenho que ir Hermione . Ela está em perigo...o sonho horrível...o pesadelo- Ele estava desesperado.
- Responde-me só a uma coisa...aquela corrente que ofereceste á Ginny...não a compraste pois não?
- Não era da minha mãe. Mas eu tenho que ir Hermione...
- Eu sei Harry , mas isto é muito importante. Durante uma hora o talismã da corrente protege-a. Vê se consegues chegar a tempo. O amor-perfeito, faz ligação contigo e com Ginny. Ela está protegida durante esse tempo. Só esse tempo...desde que ela saíu daqui...pois vocês...vocês...- ela não sabia como lhe havia de dizer.
- O talismã?...o que tem a ver?- ele estava desesperado demais para entender.
- Agora não dá para explicar harry. Vai! E tem cuidado. O tempo está a acabar...
Harry desapareceu num ápice, pela porta da sala dos griffindor.
- O talismã? Agora quem não está a entender nada sou eu!- Ron falou assustado e baralhado ao mesmo tempo.
- Ron...- Hermione mordeu os lábios nervosa.- eles...são os "Eleitos".
- Os eleitos?
- A profecia da Vitória do bem sobre o mal! Harry e Ginny são os eleitos da profecia.- ela explicou fazendo uma pausa. A corrente de ouro que ele ofereceu á tua irmã pelo aniversário, é o talismã da profecia que a professora Minerva nos falou numa aula do ano passado.
Ron escancarou os olhos em estado de choque.
- Eles são..os eleitos.- ele tentava assimilar cada palavra.- mas...ela é tão novinha...e...- falou cada vez mais perturbado.- ela...
- Para Voldemort este era o momneto exacto, antes deles alcançarem o Poder ancestral.- disse Hermione com aspecto de derrota.
- Eles precisavam se apaixonar primeiro e partilhar...eles precisavam...
- Ron...Acho que o Harry já está apaixonado pela tua irmã.
Ele olhou-a com ar perplexo e boquiaberto.
- E Cho?
- Eles já não namoram.- declarou firme.
- Mas...ele não disse nada!- murmurou surpreso.
- Acho que ele tinha medo de confessar que estava apaixonado pela tua irmã...por isso andava tão estranho e distante.
- HERMIONE!- ele gritou.- Vamos avisar Dumbledore! Eles ainda não estão preparados...Eles vão morrer!- falou puxando a rapariga. E começaram os dois a correr desesperados...

CAPITULO DEZ

Harry corria como um louco em direcção á Floresta. A dor acentuava-se cada vez mais,enquanto desaparecia pela imensidão das árvores. Mas ele estava disposto a encontrar Ginny, e nem aquela dor insuportável o fazia recuar.
Já tinha percorrido uma grande distância, quando percebeu que o local ia escurecendo e ficando mais húmido. As árvores tinham um aspecto deprimente e o chão tornava-se lamacento. Harry podia sentir um cheiro nauseabundo entrar-lhe pelas narinas. "Ginny onde estás tu?"Pensava desesperado, enquanto mergulhava na obscuridade. Podia sentir por perto diversas criaturas estranhas que habitavam o local, mas naquele momento nada temia.
Tropeçou por diversas vezes, sentindo o Manto a prender e a rasgar-se ao mesmo tempo. Despiu o que restava dele e avançou tacteando com a respiração ofegante.
De repente uma luz brilhou a uns metros mais á frente. Harry viu surgir um unicórnio, e tal como no sonho, ele murmurava umas palavras: «Ela está na escuridão, precisa da tua luz...segue em frente». E depois desapareceu.
Harry deu consigo a escalar um rochedo íngreme e escorregadio, mas precisava chegar até Ginny.
Um gemido ali perto, alertou-o para o caminho a seguir. Chamou-a, gritou o seu nome, mas as respostas não surgiam.
Foi quando chegou a um local ainda mais sombrio e horrível. Uma brisa gelada atingiu-o, quase ao mesmo tempo em que vislumbrava uma enorme estátua de pedra em forma de serpente. Em baixo junto dela , uma rapariga de cabelos cor de fogo, estava amarrada sobre um altar, e olhou-o com súplica e quase sem forças.
- GINNY!- gritou horrorizado com a imagem á sua frente. A tragédia da Câmara Secreta estava a repetir-se. Correu desesperado e caiu de joelhos junto da rapariga , tentando soltá-la daquela tortura macabra, mas em vão...
Uma gagalhada cavernosa soou nas suas costas e antes de se voltar , Harry já sabia quem era. Principalmente porque a sua cicatriz queimava como brasas na testa.
- Voldemort...
- Sim Potter!- falou deitando chispas vermelhas dos olhos.- Vejo que continuas a salavar a irmãzinha do teu melhor amigo. Embora seja um pouco tarde para o fazeres. Vais ter que lutar comigo. E com a barreira invisível que criei em volta deste espaço, nem a Fénix, nem Dumbledore, nem a espada dos Griffindor, nada, nada te pode valer neste momento. Vais ter que me enfrentar, pois não tens saída!
Harry olhou-o com ódio.
- Levanta-te!- Voldemort ordenou com um grito esganiçado e medonho.
Ele obedeceu pondo-se de pé, enfrentando o inimigo com aversão e desprezo. Não teve tempo sequer para sacar da varinha. Voldemort fê-lo primeiro, atingindo-o com impetuosidade, sem dó nem piedade. Arremessando-o contra o chão.
Contudo e apesar da dor insuportável num dos braços, cuja carne tinha sido estilhaçada, conseguiu ter forças para se erguer. Desta vez foi mais rápido no manejar da varinha e instigou-a contra o seu inimigo. Porém o feitiço mal tocou Voldemort, que gargalhou ainda mais sarcástico, devolvendo-lhe o próprio feitiço, que o deitou mais uma vez por terra, projectando-o uns metros mais atrás. Os óculos tinham voado para longe e a imagem ficara desfocada.
- Que valente Potter!-ironizou colérico.- Vais morrer como o teu pai. Ele também era como tu. Mas não foi a tempo de te ensinar a tirar os poderes dos outros. A capacidade dos outros feiticeiros que matei, o teu próprio sangue que me ajudou a ter um corpo quando andavas no 4º ano , e agora a energia da eleita...- Falou apontando para Ginny.-...tornaram-me poderoso, o maior de todos os feiticeiros!- gritou glorioso.
- A e..elei...ta?- perguntou confuso contorcendo-se de dor.
Voldemort voltou á gargalhada de terror.
- A tua amiguinha...foi tão fácil absorver a energia dela através da mente. Os desgostos de um amor não correspondido, tornaram-na vulnerável. E enquanto ela chorava aqui perto da floresta. Tu passeavas-te pela escola com outra...
- És horrível.- Harry gritou contorcendo-se com dor.
- Como pudeste ser tão cego?- Voltemort continuava com a humilhação psicológica.- O famoso Harry Potter, não sabe que a irmão do seu melhor amigo e ele, eram os eleitos para combater o mal?
Que vergonha!
Ela estava tão perto de ti. Mas agora é tarde...muito tarde.
nenhum feitiço, nenhum mesmo me poderá destruir. Tu não alcançaste o poder ancestral. Até hoje ninguem conseguiu. Dumbledore , pensou sempre que serias tu...ah...que ignorância. Esqueceu-se que só seria possível , se encontrasses a outra metade do poder. Ou talvez até nem sejas tu. Porém acabar contigo será um enorme prazer. Asssim como matei os teus pais farei contigo. Mas perimeiro...- Voldemort lançou um olhar a Ginny que começava a gemer e antes que Harry tivesse alguma reacção, ele atingiu-a com um raio que saiu da sua varinha.
- Não.nãoooooooooooooooo...-harry gritou desesperado, tentando levantar-se do chão.
- Que lindo rapaz! Ver-te sofrer por ela.- e mais uma vez deu uma gargalhada horrível.
- Por favor mata-me , mas deixaviver Ginny!- suplicou harry.
- O quê? Será óptimo matá-la primeiro. Não me digas que pensavas que eu a poupava?...Ah...isso fará parte da tua tortura final!- gritou num tom gélido e aterrador.
E no momento em que Voldemort se preparava , para dar o golpe final em Ginny, uma coisa inesperada aconteceu. A voz de Harry tomou a forma de um trovão, o chão tremeu, abrindo uma brecha até voldemort, que escapou por um triz de cair lá dentro.
Harry não sabe como teve forças para se levantar do chão. Só sabia que não tinha medo. Uma capacidade e uma força estranha dominou-o. Olhou-o o adversário, que parecia surpreendido.
Os olhos verdes de Harry faíscaram e tomaram a forma de um faixo de luz verde, que dispararam contra Voldemort, contornando o seu corpo e fechando-se sobre ele.
- Nãoooo...nãoooo...-.voldemort, debatia-se em convulsões, enquanto a luz verde o ia extinguindo, fechando-se sobre ele.- Não pode ser o poder ancestral....não ...nãoooooo...
Primeiro desfez-se o corpo, despedaçando-se em mil pedaços enquanto ele soltava uma espécie de uivos. E depois o seu espírito e o último grito de horro. E finalmente ficou tudo em silêncio.
A luz verde voltou aos olhos de Harry, que por sua vez olhou incrédulo o local, agora vazio , onde á pouco tinha estado o seu inimigo.
Cambaleou até Ginny, ajoelhou-se e debruçou-se sobre ela.
conseguiu desamarrá-la. Puxou-a e o seu corpo frágil e frio caiu sobre ele. Depois deitou-a no chão, sacudindo-a levemente.
- Ginny!- tentou chamá-la, acordá-la. Mas o seu rosto pálido e gelado, não tinha qualquer reacção.
- Ginny!- gritou novamente, desperado e com as lágrimas a inundarem-lhe o rosto.- Por favor não me abandones!- gritou de dor.- és a pessoa que eu mais amo no mundo. Não me deixes eu preciso de ti...- Soluçando encostou a cabeça ao peito dela. Estava demasiado magoado. Seria impossível viver feliz sem a presença dela. Como poderia ter levado tanto tempo a perceber que era ela quem realmente queria...
A uns metros dali, Dumbledore e Hermione, tentavam evitar que Ron se aproximasse. Ele queria chegar ao pé da irmã e do amigo. Tinham assistido a tudo, sem conseguirem passar a barreira invisível que Voldemort criara. Mas o escudo tinha sido destruído juntamente com o seu criador.
Harry chorava desconsoladamente no peito de Ginny.
- Não...Não pode ser!- soluçou, segurando o rosto dela entre as mãos.
Foi quando o talismã que ela trazia no peito brilhou. Harry levantou a cabeça. Uma luz azul clara saiu do amor-perfeito expandindo-se pelo local. Os cabelos dele e de Ginny voaram com uma brisa fresca que acompanhava a luz. Ouviu-se uma melodia doce e fina. E aos poucos o espaço foi clareando. Das árvores em redor nasciam folhas verdes e pelo chão despontavam ervas e flores coloridas.
Ginny gemeu, as suas faces tomaram cor e aos poucos ela abriu os olhos. Harry não queria acreditar no que via.
- Mas...Ginny!gritou de alegria, sentando-a no seu colo e abraçando-a.- Pensava...pensava que tinhas...- as palavras ficaram-lhe atravessadas na garganta. Quando uma lágrima de felicidade lhe desceu pela face cheia de feridas e salpicada de sangue.
Ela ainda estava um pouco fraca. Mas passou-lhe as mãos pelos cabelos.- Eu te amo harry..-ela murmurou.-leva-me daqui!
- Vou levar sim minha...
Dumbledore ,Ron e Hermione chegaram-lhe ao pé naquele momento. Ron ajoelhou-se ao pé deles e abraçou-os chorando.
- Eles precisam descansar Ron. Vais ter tempo de os abraçar e falar com eles depois.- falou Dumbledore sorrindo para Harry.

CAPITULO ONZE

Dumbledore bateu as palmas e em segundos surgiu um conche conduzido por um unicórnio.
Harry nem por um segundo largou Ginny. Pegou-lhe ao colo , quase sem forças,para subir para o transporte mágico e sentou-se a seu lado. Em frente de Ron, Hermione e Dumbledore, que se encontravam ainda perplexos com o sucedido.
QWuando chegaram á escola , todas as turmas esperavam ansiosas por ele. A marca negra no céu tinha deixado todos em polvorosa. E apesar de já ter desaparecido, todos olhavam consternados, para os ferimentos de Harry e Ginny e para as roupas ensaguentadas de ambos. A professora Minerva Mcgonaggal abriu caminho e conduziu-os á enfermaria.
- Harry tens que largar Ginny. Ela precisa despir aquelas roupas e tu também. Derrotaste o Voldemort para sempre. Não lhes vai acontecer mais nada- disse Dumbledore sossegando-o.
- E também precisam de ser tratados e descansar algumas horas. Logo mais poderão estar juntos outra vez.- acrescentou a professora Minerva.
Apesar de um pouco contrariado, harry compreendeu que os professores tinham razão.
A poção que lhe foi dada , fez-lhe efeito instantâneo. Harry adormeceu rapidamente e só acordou no final da tarde.
Ouviu sons á sua volta e abriu os olhos devagar. A Srº. Weasley estava sentado ao lado da sua cama e sorriu com carinho.
- Finalmente acordaste!- falou abraçando-o com força.
- Onde está Ginny ?- perguntou ansioso.
- Ela está bem. Acalma-te. Daqui a pouco está aqui.- ela sorriu mais uma vez.
- Desculpe Srª...ela...- corou um bocado.
- Ela é muito importante para ti não é?
- Ela é óptima...é mais do que eu podia esperar para mim é...- ele estava emocionado.
- Tu também Harry, tens sido sempre. E foi isso que a salvou. Obrigado por tudo!- falou abraçando-o mais uma vez.
Dumbledore pigarreou á entrada da enfermaria e os dois olharam para ele.
- Molly dás-me um minuto com Harry?
- Claro é todo teu. Entretanto vou ver se Ginny já se vestiu.- falou para Harry com um sorriso luminoso.
Dumbledore sentou-se.
- Descansaste bem?
- Sim...Obrigado.
- Estou aqui, porque acho que precisas de algumas explicações sobre a tua vida. Questões que levantaste e para as quais ainda não tiveste resposta.
- Sim...?
- 0.k. Harry, vou começar pelo princípio...Há uns séculos atrás , mais propriamente á 945 anos...o mundo vivia uma invasão de mal e ódio. Por parte dos feiticeiros que queriam comandar o mundo, escravizando tanto as pessoas mágicas, como as não mágicas. Nessa altura a nossa escola já estava fundada. Griffindor, o feiticeiro da tua equipa, descobriu que Slytherin, andava a projectar uma maldição, que desse vida eterna e poder aos feiticeiros das artes negras, entre outras coisas mais nefastas. Foi quando foi construída a Câmara Secreta, onde eles se encontravam ás escondidas. Mas a esposa de Slytherin trocou-lhes as voltas. Ela era muggle da parte da mãe. E sabendo que o marido queria escravizar o mundo, principalmente o mundo muggle, ela contactou os outros feiticeiros de Hogwarts, para que pudessem impedir o que se estava a preparar.
Quando Slytherin foi posto sobre juízo, ele mostrou-se arrependido. Mas nunca revelou que através de ums poçãodistribuida a todos os colegas das artes negras e através da união das matrimoniais entre as várias famílias de Slytherin, nasceria dali a uns séculos...ou seja no nosso século, nasceria um herdeiro...
- Voldemort...
- Sim Harry, ele mesmo. Um ser tão inteligente e tão forte , capaz de escravizar o mundo e trazer novamente á vida , todos os feiticeiros mais cruéis que tinham existido.
Os anos passaram e após a morte de Slytherin, descobriu-se através de um diário, uma falha que o próprio deixara por descuido e escrita nas suas memórias do dia-a-dia, a famosa maldição, que já estava em andamento á 50 anos. Já havia cruzamentos de sangue e estav previsto dali a 10 gerações , o nascimento do herdeiro dos Slytherin e detentor de todos os poderes do mal.
Foi então que os outros 3 feiticeiros de Hogwarts tiveram uma ideia. Tão parecida mas mais brilhante que a dos Slytherin.
Criaram um talimã do amor, que passaria de pais para filhos também até este século. Quando nasceriam um eleito do sexo masculino e outro do sexo feminino. A união deles , daria força ao elemento masculino para derrotar o mal.
Todos os feiticeiros e familiares seguidores de Griffindor, hufflepuff, ravenclaw e alguns elementos dos Slytherin, que não concordavam com o seu mentor e que se opunham ás artes negras, criaram laços para difundir o bem ás outras gerações vindouras.
Para despistar os seguidores do mal, o talismã foi entrgue a uma familia de muggles, que apesar de não terem podere acreditavam fielmente na magia. A família da tua Mãe.- Dumbledore sorriu ao ver a surpresa de Harry.- O segredo foi confiado aos meus tetra avós. De só eles saberem quem eram os guardiões do talismã.
Mas antes mesmo que o solicitássemos, a tua mãe foi bafejada pelo dom da magia. E o talismã voltou para Hogwarts, muito antes do que nós pensavamos. Ela pediu-me que o guardasse , pois tinha medo que soubessem que ela era a detentora. E também não confiava na tia Petúnia, que sempre a odiou e invejou, por ela ser feiticeira.
Mesmo sem saberem a localização do talismã, a história dos eleitos, chegou aos ouvidos dos feiticeiros das artes negras, que se encarregaram de a contar aos seus descendentes e possivelmente para o herdeiro do mal pudesse tomar as devidas providências e impedir que os eleitos fossem detentores da força e poder.
Voldemort, nasceu e cresceu e tornou-se o feiticeiro mais maléfico ,inteligente e poderoso dos Slytherin , com todas as características designadas para o Herdeiro do mal. E os seguidores das artes negras rejubilaram.
Já com uma personalidade monstruosa, que escondia atrás de uma máscara de ingenuidade finginda. Foi capaz de dar a volta a todos os colegas e fazer-se amigos de outros para chegar ao que queria.
Foi quando surgiu Pettigrew. Os teus pais viam-no como um grande amigo. Tanto que lhe confiaram o seu maior segredo.
Tanto o teu pai como a tua mãe tinham nascido com o dom de fazer a magia acontecer , sem precisarem de ser ensinados ou estudarem. Ambos foram meus alunos. E logo eu e os meus colegas professores vimos neles os possíveis eleitos. Mas tão logo a ideia foi descartada.
- então eles não eram os eleitos?
- Não! Porque o talismã tem que pertencer a um elemento do sexo masculino. Neste caso, ser-te-ia entregue a ti pela tua mãe, para o poderes oferecer á eleita do teu coração. Porque tu eras o eleito...
-Eu?!- Harry escancarou os olhos.
- Sim! E foi por isso , ao saber por Pettigrew,que atraiçoou os teus pais, que Voldemort matou o teu pai, para não conceber mais herdeiros e depois tentou acabar contigo. Mas a tua mãe enfrentou-o, pondo-se á tua frente para te proteger. E embora ele não a tencionasse matar, acabou por fazê-lo. Contudo não esperava que um simples anti-feitiço , que a tua mãe fizera em ti antes de ser morta, quase acabasse com ele também.
A carne foi-lhe arrancada do corpo, os ossos espatifaram-se. Mas apesar de muito fraco o seu espírito manteve-se. O seu brilhantismo como feiticeiro negro, tinha-o levado a descobrir viver em espírito mesmo sem corpo e a reconstrir outro. Sim mas para tornar a ser humano levaria o seu tempo e seria necessária a ajuda dos seus seguidores.
Para continuar a cruzada de te destruir e conquistar o mundo.
Durante esse tempo tu cresceste, protegido pela descrença dos piores muggles que há na terra, completamente contrários á magia. Sofreste eu sei, mas estavas protegido.
A descrença dos teus tios sobre a magia era tão grande, que nem o o senhor do mal conseguia penetrar naquela barreira anti-magia. Foi por isso que te obriguei estes anos todos , a ires passar as férias com eles, apesar dos maus tratos. Que em nada se comparavam com os de Voldemort.
No entanto ele ia ganhando força através dos poderes que absorvia, dos feiticeiros que ia matando.
Mas tu eras sempre avisado da sua presença dele pela cicatriz, sempre que estava próximo.
Começando a ficar frustrado nos vários encontros que teve contigo , para te tentar matar. Na maioria dos quais saiu perdedor. Voldemort resolveu então tentar descobrir , quem seria a eleita. E como deves ter percebido Ginny é a eleita.
- Mas...
- O amor-perfeito que lhe ofereceste pelo aniversário é o Talismã. Embora Voldemort desconhecesse qual a forma dele e o que era.
- Sim...- falou meio surpreso com as revelações.- mas...como descobriu ele que ela era a eleita?
- Porque a eleita teria que ser mais nova do que tu. E teria que fazer parte dos teus conhecimentos e estar ligada a ti porlaços de amizade, Tinha que ser da tua equipa...E principalmente ser uma FEITICEIRA DE SANGUE PURO, tal como estava designado na criação do Talismã. E tu sabes que os Weasley´s não têm descendentes muggles. Ele sabia tudo através de Pittegrew. Sabia também que isso levaria tempo até descobrires que a amavas e tentou antecipar-se quando descobriu que era ela. Só não esperava que tu já lhe tivesses dado o talismã.
Quando te dei o talismã, pensei que só o utilizarias daqui a alguns anos, mas fiquei surpreendido no aniversário de Ginny!
- Então sabia...sabia...que ela era..?
- Que Ginny era a eleita? So descobri que era ela, quando lho ofereceste pelo aniversário. Nisso Voldemort foi notável. Ter descoberto ou pensar que era ela, mesmo sem saber que a corrente de ouro com o amor-perfeito era o talismã.
Harry ficou mudo com as declarações. Mas havia uma coisa que o estava a intrigar.
- Dumbledore...a Hermione disse-me que a Ginny morreria. Se eu tivesse afastado do talismã , mais do que uma hora. Que ela só ficaria protegida se eu chegasse antes. Mas eu não consegui chegar a tempo e Ginny sobreviveu na mesma...como é que pode ser?
Dumbledore sorriu com malícia.
- Ainda não descobriste? Não sabes a História da profecia?
- Eu não sei muito bem...falámos nisso na aula de transfiguração o ano passado e hermione também me disse qualquer coisa, mas nunca aprofundei o assunto...
- Ah...esse pormenor...
- sim...?
- Tiveste algum contacto com Ginny...assim ...digamos..?
- contacto? como?
- Harry...dormiste com a Ginny?
Harry corou de embaraço.
- Vejo que sim. Pois foi isso que destruiu Voldemort e deu a vida a Ginny.
- eu...
- Depois de lhe ofereceres o talismã, vocês deram-se um ao outro , criando uma aliança de amor, tal como estava designado na profecia. Activaram assim o poder ancestral da luz verde. Aquela que saiu dos teus olhos...que só é possivel de obter com AMOR Harry! O amor venceu o mal e fez desaparecer para sempre Voldemort. Ainda não são adultos e já se portaram como tal. Não tens que ter vergonha! Esse acto de amor salvou o mundo inteiro!.- dumbledore acrescentou piscando-lhe o olho, enquanto Ron e Hermione entravam naquele momento.

CAPITULO DOZE

- Harry!- gritaram Ron e Hermione , quase ao mesmo tempo.
- Calma meninos! Ele está óptimo.
- A cicatriz...- Ron olhou estupefacto.-...desapareceu!
Harry levou a mão á testa , olhando confuso para Dumbledore.
- Desapareceu com a morte de Voldemort.- acrscentou o velho Mago a sorrir, saindo da enfermaria.
- Fixe.- disse Ron.
- Que Bom Harry!- disse Hermione dando um beijo na face do amigo.
- E vocês têm namorado muito?- perguntou curioso , olhando os dois.-vejo que estão muito felizes.
- Sim e isso devemo-lo a ti.
- Vocês estavam a precisar de uma boa sacudidela!- disse piscando o olho aos amigos.- E Ginny onde está ela?- perguntou ansioso.
- Ela já vem Harry.- explicou Hermione.- Está a vestir-se. Vou lá a cima ver se ela demora muito. Aliás o jantar será servido daqui a uma hora.
- 0.k. Acho que também preciso tomar um banho e vestir-me também.
- Vai Hermione, espero aqui pelo Harry.- Ron falou vendo sair a namorada.

Harry já estava vestido e penteado , quando Hermione voltou novamente.
- Ginny já vem. Só está a falar com a professora Minerva, ela não demora.
- Sim ...Obrigado.- agradeceu com um sorriso inquieto.
Ron fitou-o e sorriu com ar malandro da ansiedade de Harry.
- Eu devia dar-te um murro, pelo que tu e a minha irmã andaram a fazer!- gracejou.
- Ron...eu amo a tua irmã...
- Eu sei! Hoje mais do que tudo tive a prova do que é amar alguém. Vi como ficaste desesperado, quando pensaste que ela estava morta...acho que Ginny tem muita sorte, e eu também por ter um amigo como tu. Se tu e a minha irmã não tivessem...como é que eu hei-de dizer...tivessem se amado...- Ron reparou que Harry corava e sorriu do seu embaraço.-...o que eu quero dizer é que...ainda bem que o fizeram, pois só assim o mundo pôde ser salvo. E embora isto tudo seja ainda uma surpresa para mim...vocês os dois juntos...agrada-me bastante...
- Mas como...- Harry estava perplexo.- ...mas como é que toda a gente sabe que eu e Ginny nós...nós fizemos...?
- A profecia...-explicou Hermione.-todos os que conhecem a profecia, sabem que só assim derrotarias Voldemort para sempre e protegerias Ginny da morte.
- Não acredito! Não pode ser...eu...eu...- corou cada vez mais embaraçado.
- Acho melhor começares a habituar-te á ideia...o assunto é o mais badalado da escola...não é segredo nenhum!
Harry ficou estupefacto. Enquanto os amigos riam divertidos.
- Só me pergunto quando é que tu e a minha irmã...se tu e ela não se...
- Ontem á noite...- Harry falou devagar.- ...eu não conseguia mais reprimir o que sentia por ela e...disse-lhe...e nós...foi tudo tão repentino...descontrolámo-nos e...
- Então quer dizer que quando chegamos do baile vocês já...
- RON!- gritou Hermione chocada.- Não achas que queres saber demais?!
- Mas...eu...
- Ele tem razão Hermione. Durante estes anos magoei muito a Ginny. Contudo, descobri porque me mantinha tão afastado dela. Era por causa de ti Ron...- Harry passou a mão trémula pelos cabelos.
- De mim?!
- Tinha medo que isso destruísse a nossa amizade. Tu eras super protector com ela...
- Eu não sabia...que tu gostavas dessa maneira da minha irmã...sabia da paixão de Ginny por ti. Mas tu tinhas a Cho...e pensei...
- Sempre lutei contra os meus sentimentos, desde as primeiras férias na tua casa. Fiquei mais marcado ainda , quando a resgatei da Câmara Secreta. Mas o sentimento crescia dentro do meu peito e eu não sabia como lidar com ele. Enquanto pensava pensar noutras coisas, para não pensar nela, surgiu Cho. Senti-me atraído , e pensei que era uma boa forma de tirar Ginny da minha cabeça. Mas nestes últimos meses tudo se agravou. Tive que acabar com Cho, pois eu não conseguia sufocar mais o que sentia por Ginny. Ansiava por vê-la nos corredores, á mesa do almoço e do jantar. Até tinha ciúmes , das conversas que Neville tinha com ela. Da minha coruja, que adorava que Ginny lhe afagasse as penas.- Harry reparou que Ron sorria divertido.- ...E depois sofria ao vê-la consumir-se dia apóes dia. Eu estava a ficar louco e ...ontem tomei coragem...e depois...aconteceu aquilo que já sabes...e...- Harry corou novamente muito embaraçado.
- E salvaste Ginny e o mundo inteiro.- concluiu Hermione.
- Desculpa-me...não precisas de contar mais nada...- Ron pigarreou emocionado,
- Eu amo-a, como nunca amei ninguém...- falou com lágrimas nos olhos.-...e não sei o que faria se ela tivesse...
- Por favor parem com isso!!! Estou quase a chorar!- disse Hermione abraçando os dois rapazes.

- Harry!- uma voz doce atrás dele, chamou-o.
- Ginny...- murmurou antes de correr para ela e abraçá-la. Depois fechou os olhos, sentindo o aroma dos seus cabelos .- Estás bem?- perguntou preocupado.
- Estou óptima...graças a ti!- falou com meiguice, acariciando-lhe a face machucada. E recebendo em troca , um suave beijo nos lábios.
Hermione fez sinal ao namorado e saíram para o corredor abraçados.
- Estou tão feliz por eles.- Falou emocionado.-... E por nós!
- Eu também. E acho que precisas beliscar-me, para ter a certeza que não estou a sonhar...

Quando chegaram á porta do salão onde era habitual jantarem, Harry suspirou olhando para Ginny.
- A esta hora o jantar já deve ter sido servido.
- Então seria boa ideia virmos mais tarde, talvez os elfos domésticos...- falou com receio.
- Se temos que os enfrentar que seja agora, não achas?
- 0.k.- murmurou mais confiante.ele segurou-lhe a mão com carinho e com a outra empurrou a porta. O barulho era o habitual, conversas, talheres a bater no prato...mas de repente fez-se silêncio, quando eles entraram e centenas de pares de olhos caíram sobre eles. Ginny intimidou-se.
- Relaxa...- Harry falou, passando-lhe o braço por detrás das costas, olhando-a com ternura.
Alguém se pôs de pé. Era Malfoy. Para espanto de Harry, começou a aplaudi-los, não em tom de gozo mas com a sinceridade estampada no seu rosto. Todos os presentes seguiram o seu exemplo, com respeito e admiração perante a simplicidade e humildade dos seus heróis. Reunindo todas as equipas da escola , numa homenagem gloriosa.
- Harry!- gritou Hagrid, acompanhado da esposa, a Madame Maxime.
- Pensava que andavam em lua-de-mel?- Harry ergueu os olhos admirado.
- Sim mas ao sabermos do sucedido , resolvemos vir o mais depressa possível!- falou eufórico.
- Agora está tudo bem Hagrid.
- Eu sei e'tou muito feliz por ti e por Ginny.- riu satisfeito abraçando-os.- Eu sabia qu´ela tinha qualquer coisa d'especial...bem te tentava abrir os olhos...- Hagrid tinha os olhos rasos de água.
- Eu sei...
- E venceste Voldemort.
Dumbledore bateu com uma colher num copo e pigarreou para chamar a atenção e todos se sentaram. Hermione trocou de lugar , para Ginny ficar ao lado de Harry e ela de Ron.
- Uma vez que estamos muito felizes, por causa dos últimos acontecimentos. Queria que fizéssemos um brinde a Harry e Ginny, que nos ensinaram que o amor vence tudo.
Todos brindaram ao casal, com a mesma determinação e o mesmo sentimento.
- Só mais uma coisa...- continuou Dumbledore.- Sei que eles devem estar ainda muito combalidos e que por educação não dizem nada.- Harry segurou a mão de Ginny.- Mas deixem-nos por uns tempos viver a vida deles. Dêem-lhe espaço.
Harry agradeceu silenciosamente com os olhos a Dumbledore. Ele tinha o dom de perceber sem necessitar de palavras. A fama para Harry , não significava absolutamente nada. E todos os que estavam naquela sala, pareciam ter acolhido e entendido o significado disso mesmo.

O ano chegou ao fim. Harry , Ron e Hermione passaram com distinção. E Ginny apesar de andar um ano mais atrás , o seu resultado curricular também tinha sido brilhante.
Mas para quem pensava , que aquele ano em Hogwarts seria o último para eles, estava enganado.
No próximo ano lectivo,Harry iria ser professor de Defesa contra as artes negras e treinador de Quidditch. Hermione iria substituir a professora Mcgonaggal, que em conjunto com Dumbledore iriam fundar um centro de convívio para feiticeiros idosos. Por sua vez Ron , iria substituir Snape , na disciplina que mais dores de cabeça lhe tinha dado, mas que agora desempenhava na perfeição.
Snape tinha casado. Estava definitivamente mais afável e compreensivo.
Espantando até Harry com um pedido formal de desculpas, por tudo quanto o fizera passar. A sua personalidade na altura tinha sido em parte toldada por Voldemort, que não suspeitava que ele era um espião de Dumbledore e que tinha uma grande dívida de gratidão por James Potter, por tê-lo salvo da morte. Facto que o impedia de fazer qualquer mal a Harry, mesmo debaixo do grande poder do senhor do mal.. Daí se debater muitas vezes no que era certo e o que era errado.
Com a morte de Voldemort, Snape conseguiu conquistar a confiança de todos e até de Harry , que o auxiliou junto do Ministério da magia, indicando-o como Director de Hogwarts.

Para Harry e Ginny, Ron e Hermione , o futuro mostrava-se bem risonho.
Voldemort tinha desaparecido e deixado de aterrorizar todos os feiticeiros. Mas Harry sabia nem todos eles eram bons e que estar atento a qualquer sinal ,era algo com que todos tinham que viver...

FIM



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